Volatilidade das falas e dos estados de espírito...
Dois indigentes encontram-se na rua:
- Oi, Amásia!
- Sim. Oi! Como vai a vida?
- coexistindo-se!
- Então que vá.
- Por todas as derrotas, que delas se tira algo mais probatório!
- O quê?
- Não me diga que vá! Pergunte o porquê.
- Mas não me interessa!
- Então por que questiona?
- Para desfazer-me a fama.
- Qual?
- De deseducada
- Então deverias ter mostrado mais interesse.
- Qual?
- No porquê!
- Então está bem. Vou cobiçar descobrir o porquê.
- E eu vou apetecer sanar essa vontade?
- Por que não haveria?
- Ora, estás a fazer pauta de tuas vontades? É simples. Nem sempre se pode eleger o que nos vão desvendar.
- Então por que me repreende por não te questionar?
- És tu que estas a me admoestar.
- De que maneira?
- Dizendo-me que vá!
- Então que não vá.
- Mas se não for, estarei parado. E se for, estarei indo com algo pendente.
- Que posso eu então preferir?
- Que te dispõe a me amparar,por exemplo.
- Que poderia eu fazer se não sei do que se trata.
- Aí teria ciência de tal!
- Então me disponho.
- Assim poderás saber.
- O quê?
- Que te tenho muito amor.
- Então por que ficou a me exprobrar tanto?
- Pare que não me ames menos.
- Se fores, já conseguiste.
Aí se beijaram.
Não entenderam bulhufas.
Partindo do principio de que: Tudo que eu escrevo, eu escrevo depois de ler algo e me embriagar no jeito de se expressar dos outros...
ResponderExcluirO que tu anda lendo? Diálogos do Saramago?
=P
Tão interessante quanto Camões em "Os Lusíadas".
ResponderExcluirTão cativante quanto o Flaubert em "Madame Bovary".
É só o que tenho a dizer.