Exercendo o direito literário, de me fazer fazendo (ainda que pouco), portanto, quaisquer opiniões, críticas, sugestões e quiçá elogios serão bem vindos, mas não quer dizer que mudarei algo.

domingo, 21 de março de 2010

E lá fora, como não se pode descrever..

Todo moderno, de terno novo, é subalterno a um amor que julgou eterno...
Esse que te espera na hora certa, não desperta, nem completa. Completa o que tem de completar, e entrega a quem tem que entregar os teus velhos olhos lindos.
Até inventa palavras pra falar de amor, algumas só me falam da dor e materializam a matéria que nada dá.
"Cintilante ela sorria naquele instante e eu em mim sentia irritante, confabulas de desejos que coçavam o céu da parte entranha das estranhas vontades."


Com toda a paciência abaixei ao seu rubor, 
escolhi o seu amor e elegi o meu temor. 
Esperei, calculei, cantei e fiz agrado. 
Descobri, decidi, interpretei e chorei um fado. 

Mais uma vez só fica a história deste, com aquele, esse e todos os outros sentimentos que só se sente quando mente e desmente o coração contente.

sábado, 13 de março de 2010

do leitor

Eles ficam só esperando que você ofereça uma patifenta leitura. Alguns estão tão desesperados que lêem até aquelas propagandas de cursos de idiomas que nós recebemos na rua. Não, leitores descartáveis! Incomode-os até pedirem que pare. 
Cair no complexo mundo dos antiquados sinônimos esquecidos.
Se alguém tem algo contra a minha decisão, fale agora e passe por mais amolador que eu. 

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Volatilidade das falas e dos estados de espírito...
Dois indigentes encontram-se na rua:

- Oi, Amásia!
- Sim. Oi! Como vai a vida?
- coexistindo-se!
- Então que vá.
- Por todas as derrotas, que delas se tira algo mais probatório!
- O quê?
- Não me diga que vá! Pergunte o porquê.
- Mas não me interessa!
- Então por que questiona?
- Para desfazer-me a fama.
- Qual?
- De deseducada
- Então deverias ter mostrado mais interesse.
- Qual?
- No porquê!
- Então está bem. Vou cobiçar descobrir o porquê.
- E eu vou apetecer sanar essa vontade?
- Por que não haveria?
- Ora, estás a fazer pauta de tuas vontades? É simples. Nem sempre se pode eleger o que nos vão desvendar.
- Então por que me repreende por não te questionar?
- És tu que estas a me admoestar.
- De que maneira?
- Dizendo-me que vá!
- Então que não vá.
- Mas se não for, estarei parado. E se for, estarei indo com algo pendente.
- Que posso eu então preferir?
- Que te dispõe a me amparar,por exemplo.
- Que poderia eu fazer se não sei do que se trata.
- Aí teria ciência de tal!
- Então me disponho.
- Assim poderás saber.
- O quê?
- Que te tenho muito amor.
- Então por que ficou a me exprobrar tanto?
- Pare que não me ames menos.
- Se fores, já conseguiste.

Aí se beijaram.
Não entenderam bulhufas.